Frequentemente atendo clientes que estão em busca de uma reformulação para seu site. Então, na hora de fazer o briefing a história se repete: é um tal de mudar o layout daqui, colocar um banner dali, adicionar uma galeria de vídeos acolá… E no fim, quase nem comentam nada sobre o que vão colocar nas páginas institucionais do site, ou quais serão as notícias que irão veicular, ou mesmo se terão alguma coisa para postar em suas redes sociais.
Já faz algum tempo, desde o lançamento do Google, para ser mais preciso, há doze anos atrás, que o conteúdo dos sites assumiu papel principal na web. Isso porque para aparecer na primeira página de resultados de um site de pesquisa, um site precisa ser relevante. É claro que a maioria dos sites de empresas são relevantes, mas para quem?
É precisamente aí que mora o erro da maior parte das pessoas que contratam o serviço de uma agência para reformular o seu website. Os textos institucionais que estão presentes nos materiais gráficos de uma organização podem ser ótimos para folders, presentations entre outras mídias impressas, mas, quase sempre, não são adequados para web. Isso porque, ao se produzir o material gráfico, a pessoa responsável não leva em conta quais as palavras chave deverão ser trabalhadas com mais peso, quantas vezes essas palavras devem aparecer e em que tipo de situação elas serão mais relevantes. Em resumo, textos produzidos para mídias impressas não tem qualquer preocupação com a forma que os motores de busca na web irão lê-lo.
Então porque várias empresas ainda insistem em colocar o mesmo texto de mídia impressa na web? As razões podem ser várias, mas vou me concentrar em uma que acho que é o cerne do problema: falta de orientação da agência que vai criar o site. É dever dos executores do projeto alertar o cliente sobre as implicações de optar por não trabalhar o conteúdo de seu site. E trabalhar esse conteúdo quer dizer estudar a fundo a empresa, conhecer sua história, sua forma de se relacionar com clientes, funcionários, fornecedores, em outras palavras, é preciso entender o que o cliente deseja comunicar e com quem deseja comunicar.
E para que ir tão afundo? Simples, você não trabalha com bom posicionamento no Google sem ter em seu site os locais adequados para cada público ou, o que chamamos de páginas de destino. As páginas de destino nada mais são do que páginas otimizadas para determinados termos de busca e aqui chegamos no principal item, acredito eu, para se ter uma boa estratégia de posicionamento em mecanismos de busca: as palavras chave. Defini-las corretamente pode ser a diferença entre o cliente estar ou não interessado em seu produto, ou seja, se o negócio de sua empresa é vender máquinas fotográficas para semi profissionais e você só cobre uma determinada região, você pode estar perdendo o foco oferecendo seu produto a um usuário que não está nessa região.
Por tudo isso é tão importante que os responsáveis por executar um projeto de criação de um site conheçam a fundo a organização para quem o site está sendo desenvolvido: para que saibam exatamente quais são os termos de entrada que um determinado público utilizará e consigam, dessa forma, otimizar a página para onde esse público se destinará, potencializando os resultados esperados para o site, não apenas em termos de posicionamento nos mecanismos de busca, mas em termos de conversões.
