Todo lojista sabe o quanto custa trazer um cliente até a página de checkout. Campanha, criativo, frete grátis, cupom de desconto. Um esforço enorme para, no fim, o cliente abandonar o carrinho porque não encontrou a forma de pagamento que ele queria usar.
Segundo diversos estudos do setor, a ausência do meio de pagamento preferido é uma das principais causas de abandono de carrinho no e commerce brasileiro. Não é falta de interesse no produto. É falta de opção na hora de pagar.
Se você tem uma loja em WooCommerce, Magento ou Shopify, veja 5 formas de pagamento que provavelmente estão custando vendas para o seu negócio.
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Toggle1. Pix parcelado
Quase toda loja já oferece Pix à vista. O problema é parar por aí. O Pix parcelado, oferecido por diversos gateways e instituições financeiras, permite que o cliente use a praticidade do Pix e ainda divida o valor em parcelas, sem cartão de crédito.
Para o lojista, o Pix chega com taxas menores que o cartão e o dinheiro cai muito mais rápido. Para o cliente, é o meio de pagamento que ele já usa todos os dias, agora sem a barreira do pagamento integral.
Quem depende só do Pix à vista está perdendo o cliente que não tem o valor total disponível naquele momento, mas tem renda para parcelar.

2. Carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay e PicPay)
O checkout tradicional pede nome, CPF, número do cartão, validade e código de segurança. Em um celular, cada campo é um ponto a mais de desistência.
As carteiras digitais resolvem isso com um toque. O cliente já tem o cartão salvo no Apple Pay ou Google Pay e finaliza a compra em segundos, sem digitar nada. O PicPay, além da conveniência, ainda traz uma base de usuários que usa a carteira para parcelar compras com cashback.
Lojas que vendem majoritariamente pelo celular e não oferecem essas opções estão pedindo esforço extra justamente do público mais propenso a desistir por fricção.

3. Boleto parcelado ou carnê digital
O boleto bancário simples ainda é usado, mas perdeu espaço porque exige pagamento à vista e o dinheiro demora dias para compensar. O carnê digital resolve os dois problemas: o cliente parcela a compra em boletos mensais e o lojista recebe o valor à vista, direto do intermediador financeiro.
Esse meio de pagamento atende um público específico: quem não usa cartão de crédito ou prefere não comprometer o limite dele, mas tem renda para pagar em parcelas fixas. É um público relevante em categorias como moda, uniformes escolares e produtos de ticket médio.

4. Pagamento recorrente para assinaturas
Se a sua loja vende produtos de reposição (suplementos, cosméticos, ração, produtos de limpeza) ou serviços por assinatura, cobrar manualmente todo mês é operacionalmente inviável e gera perda de receita por esquecimento do cliente.
O pagamento recorrente automatiza a cobrança no cartão salvo do cliente, mês a mês, sem que ele precise voltar ao site para comprar de novo. Além de reduzir o trabalho da equipe financeira, aumenta o valor do cliente ao longo do tempo, porque a compra deixa de depender de lembrança.

5. Compre agora, pague depois (BNPL)
O modelo de “compre agora, pague depois” cresce rápido no Brasil e funciona como uma alternativa ao cartão de crédito tradicional. O cliente recebe o produto e paga em parcelas menores, muitas vezes sem juros, direto com a fintech parceira, sem comprometer o limite do cartão.
Para o lojista, o risco de inadimplência fica com o parceiro de BNPL, não com a loja. Para o cliente, é uma forma de comprar produtos de ticket mais alto sem travar o orçamento do mês. Categorias como eletrônicos, moda e casa e decoração se beneficiam bastante desse formato.

Perguntas Frequentes
No Pix comum o cliente paga o valor integral à vista. No Pix parcelado, oferecido por gateways e instituições financeiras parceiras, o cliente divide o valor em parcelas mensais, mas a loja recebe o pagamento à vista.
Sim, principalmente para tickets médios ou altos. O boleto parcelado (carnê digital) reduz o abandono de carrinho de clientes que não usam cartão de crédito, e a loja ainda recebe o valor à vista pelo intermediador financeiro.
WooCommerce, Magento e Shopify têm plugins e módulos homologados para cobrança recorrente. A configuração varia conforme o gateway escolhido, mas a integração costuma ser simples nessas três plataformas.
Não. No modelo BNPL, o risco de inadimplência fica com a fintech parceira, não com a loja. O lojista recebe o valor da venda normalmente, independente do cliente pagar as parcelas em dia.
Não existe um número fixo. O ideal é avaliar o ticket médio dos produtos e o comportamento do público antes de escolher quais dos meios de pagamento (Pix parcelado, carteiras digitais, boleto parcelado, recorrência ou BNPL) fazem sentido, sem sobrecarregar o checkout com opções desnecessárias.
O que fazer a partir daqui
Nenhuma loja precisa oferecer todos os meios de pagamento do mercado. O ponto é entender qual desses 5 combina com o seu público e com o ticket médio dos seus produtos, e então integrar isso ao checkout sem complicar a experiência de compra.
Em plataformas como WooCommerce, Magento e Shopify, boa parte dessas integrações já existe pronta via plugins e módulos homologados. O trabalho está em escolher o gateway certo, configurar as regras de parcelamento e testar o checkout do início ao fim antes de publicar.
Se você quer revisar quais meios de pagamento fazem sentido para a sua loja e como integrá-los sem dor de cabeça técnica, a equipe da Bertholdo pode ajudar a estruturar esse checkout do jeito certo, na sua plataforma atual.
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