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Modelos de E-commerce: B2B, D2C ou B2B2C. Qual escolher?

O mercado digital cresce em todo o mundo e a necessidade em atender várias demandas, em formato de vendas, também. Por isso, há modelos de e-commerce com focos distintos. Saber, então, diferenciá-los é de suma importância para que a sua empresa tenha um resultado assertivo.

Modelos de ecommerce

Em sua maioria, quando falamos sobre loja virtual, logo pensamos no formato mais conhecido, que é o B2C (Business to Consumer), onde uma empresa comercializa seus produtos com foco no consumidor final. Como exemplo, podemos citar o Magazine Luiza – esse que é, inclusive, um dos principais e-commerces nesse formato no Brasil.

Pois bem! A verdade é que as indústrias estão com novas oportunidades de comercialização de seus produtos, sem precisar, necessariamente, de um terceiro para levar a sua mercadoria ao cliente final. Outra novidade é que hoje já existem, também, sistemas robustos que fazem a venda entre empresas, sem que haja a necessidade de um vendedor para fazer tal negociação – como acontecia há alguns anos.

E o que dizer sobre os famosos marketplaces, onde dois CNPJ’s fazem transações com foco em levar o produto ao consumidor final. Esses formatos são conhecidos como B2B, D2C ou B2B2C e vamos falar mais sobre eles neste conteúdo.

B2B, D2C ou B2B2C: conheça os modelos de e-commerce para indústrias

B2B (Business to Business)

Talvez, esse seja o tipo mais conhecido, até então, quando falamos sobre modelos de e-commerce para indústrias.

Em português, o B2B é o formato “negócios para negócios”, onde a empresa A comercializa seu produto para que a empresa B o utilize. Um exemplo prático é a venda de maquinários para uma corporação que necessita de máquinas para a construção civil.

Antes era mais comum que essa negociação acontecesse presencialmente, com a inclusão de um representante comercial no processo. Mas, com o avanço da tecnologia já existem sistemas que fazem todo o processo online, em lojas virtuais.

Há modelos também que utilizam o formato para captar clientes (leads) e levá-los para as suas equipes de vendas. Dessa maneira, o e-commerce existe e está ali com todas as informações, como descrição de produtos e preços.

Mas, o call to action (ação do botão de clique) tem como intuito fazer com que a empresa A converse com um profissional de vendas da empresa B para que a conversão aconteça. Geralmente, isso ocorre quando são  mercadorias de preços elevados, onde há a necessidade de uma acompanhamento mais detalhado e decisão de compra mais demorada.

Não há dúvidas de que os dois formatos citados acima dentro do B2B, para indústrias que vendem para outras indústrias, têm tido mais força nos dias de hoje! Inclusive, muitas empresas comercializam seus serviços nesse modelo.

D2C (Direct to Consumer)

Esse é um dos modelos de e-commerce que mais têm crescido! Assim como o B2C, ele visa a venda para o consumidor final, porém, sem intermediários entre fábrica e cliente.

O principal ganho, aqui, é conseguir vender por um preço mais atrativo e sem valores de comissões para terceiros (como acontece em marketplaces).

No Brasil são muitos os exemplos e podemos citar a loja virtual da Liv Up (comidas saudáveis congeladas), Embeleze (produtos de beleza) e Amaro (moda e acessórios).

Esse tipo de estratégia também trabalha muito o seu posicionamento de marca. Quando você consegue vender em uma loja virtual dentro do seu próprio site, é possível construir relacionamentos diretos com quem consome e admira os seus produtos e posicionamentos. Há como montar esse tipo de estratégia por meio de blog, e-mail marketing e comunicação via WhatsApp.

B2B2C (Business to Business to Consumer)

O B2B2C é, basicamente, o formato do Marketplace, em que duas empresas fazem negociação para que o produto chegue até o consumidor final.

Muitas empresas B2C podem ser B2B2C, como caso do Magazine Luiza, que citamos no início do texto, e da Zattini. Nos dois casos, os e-commerces vendem produtos de terceiros e visam exclusivamente o cliente final (pessoa física). É bem importante entender essa semelhança para evitar confusões, combinado?

Já falamos mais sobre marketplace aqui, e você pode ver detalhes sobre esse formato. Então, o nosso foco, agora, será te mostrar alguns benefícios em adotar esse, que é um dos modelos de e-commerce mais assertivos para quem está começando.

Ao colocar produtos em um marketplace, você não precisará construir uma loja virtual, nem trabalhar divulgação e posicionamento do site na internet (estratégias orgânicas e pagas). Isso porque o marketplace já terá todo uma estrutura montada para te receber.

Além disso, nele, você conseguirá ser encontrado por pessoas que, até então, não conheceriam sua marca. Outro ponto importante, também a ser citado aqui, é que a gestão da plataforma, como por exemplo a manutenção de meios de pagamento, será feita pela equipe do marketplace.

Mas, atenção: nem sempre o marketplace enviará o seu produto ao cliente. Após fazer a venda, ele repassará o pedido para que você envie o produto ao cliente final. Esse tipo de acordo é feito na hora da negociação.

Os pontos desfavoráveis são: dificuldade para montar mailing de clientes, já que os dados de quem compra com você ficarão com o marketplace; comissão em cima da venda dos seus produtos, diminuindo os seus ganhos finais; dificuldade para construir relacionamento e consolidar sua marca.

Modelos para e-commerce: como escolher o melhor para o meu negócio?

Isso dependerá do seu estágio atual. Caso você esteja iniciando, sem apoio de equipe especializada para montar seu próprio e-commerce e demais suportes de logística para envio e marketing, o melhor é iniciar uma estratégia B2B2C.

Aos poucos, você pode migrar para D2C e vender direto em seu site, por meio de uma loja virtual própria. Essa é a melhor maneira para consolidar seu nome no mercado e construir relacionamentos sólidos com o seu cliente.

Agora, se o seu negócio visa, exclusivamente, vender para outra empresa, não tem segredo. O B2B será o seu foco!

Gostou desse conteúdo? Aproveite e leia mais sobre um dos modelos de e-commerce, o B2B, em um conteúdo que nosso sócio-fundador, Flávio Bertholdo, escreveu para o site Soluções Industriais. Bora crescer no mercado e alçar voos altos!

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